
“Angra Jóia do Mundo” é o tema das Sanjoaninas para 2010. As festas vão decorrer na cidade de Angra do Heroísmo de 19 a 27 de Junho. O tema e o cartaz das Sanjoaninas foram apresentados publicamente, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, numa cerimónia presidida pela autarca Andreia Cardoso.
FONTE: www.cm-ah.pt
“O arquipélago dos Açores é constituído por oito ilhas e um parque de diversões”, dizem os terceirenses. Será…?! O calendário das festividades, nomeadamente das touradas à corda, mostra que sim e a gastronomia faz-nos celebrar cada dia que passa
"A gente é tranquila, cordial, prestável e discreta. Quem procura tranquilidade encontra-a aqui, nesta ilha do Grupo Central do Arquipélago dos Açores. Pode ocupar os dias a contemplar o mar, a banhar-se nele, ou a passear-se entre a verdejante paisagem, pintalgada de branco e preto por via das milhentas vacas que se encontram pelos caminhos. A “quem quer festa sua-lhe a testa”, sobretudo nas corridas à corda que desafiam a coragem dos mais audazes. Num ou noutro caso, não há como escapar às iguarias divinais que esta terra oferece, sob a forma de alcatra, mariscos ou até mesmo da mais singela bifana.
De manhã se começa…
a farra
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Um dos pratos da Quinta do Martelo; “piquenique” no mato; vista sobre Angra e a Igreja da Misericórdia; e o Teatro Angrense |
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Nada como ter um automóvel alugado para espreitar os vários recantos da Terceira. Sai-se de Angra do Heroísmo para atravessar a ilha, constatar o verde e o gado que por lá se passeia. Tudo tranquilo, verde e mais verde e mais verde ainda… até subitamente surgir um parque de estacionamento improvisado que cobre as beiras da estrada. Aqui há coisa.
Uma grande coisa, de facto: gente e mais gente ruma na mesma direcção, passa pelas roulottes de petiscos e embrenha-se no mato. Cheira a festa a sério, algo de original, pois são apenas umas 10h30… Desde Maio, estes animados encontros multiplicam-se e vão prolongar-se até meados de Outubro. É a época das touradas à corda, num total de mais de 300 por ano. Em Setembro, por exemplo, hão-de ter lugar umas seis dezenas, em várias localidades da ilha, sempre ao fim do dia. Muitas horas antes, de manhãzinha, começa a farra, com a população a reunir-se em locais como o Parque Campestre do Pico da Bagacina, em torno de uma praça onde os jovens desafiarão uns quantos animais de porte comedido. No entretanto, bebem-se minis, comem-se as inevitáveis bifanas e outros acepipes, confraterniza-se. Há crianças, adolescentes, casais com bebés e idosos, pois a festividade motiva toda a população terceirense. Alguns até pernoitam em tendas, mesmo durante a semana: o gosto é tal que metem dias de férias para não perder uma nova edição da mais antiga tradição popular dos Açores. Existem registos de uma tourada à corda em Angra em 1622, mas presume-se que já aconteciam há muito.
A meio da tarde, como que em excursão, a população dirige-se para o local da corrida. Há mais roulottes, mais minis e um odor a bifana que faz novamente crescer água na boca, encontram-se amigos e vizinhos, entre turistas nacionais e estrangeiros, comenta-se o que está prestes a acontecer.
Os touros, quatro, já lá estão. Depois ouve-se o foguete, sinal para desimpedir o espaço, sob pena de se vir a ser “toureiro” involuntário. O primeiro touro, preso por uma corda controlada por vários homens, sai da box esbaforido, tentando acertar em tudo o que mexe, melhor dizendo, nos corajosos que se lhe metem à frente. Vê-se que há quase profissionais na matéria, tal é a desenvoltura com que dançam à frente do animal. E a dança prossegue, a seguir com os três bichos restantes, entre momentos hilariantes e outros de susto, mas nem sempre com a espectacularidade revelada nos vídeos a que se assiste em lojas e restaurantes – são best of, claro, mas isso não retira a emoção de ver ao vivo estas demonstrações de audácia viril.
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Uma das muitas corridas à corda; a verde paisagem da Terceira; o mar, transparente; e peixe fresco no mercado de Angra |
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Falta, ainda, o “quinto touro”, o que mais estragos, afinal, pode fazer: significa ir para as tascas, beber copos, na expressão local. O dia começa e termina com minis, ou outras bebidas, que ajudam à animação e serão, em grande parte, responsáveis pela coragem para as lides. Amanhã há mais, numa outra freguesia, é só perguntar qual e onde é o encontro que antecede a corrida.
Património Mundial
e não só
Festas à parte, a principal cidade da Terceira, Angra do Heroísmo, é um caso especial, e há séculos. Em tempos importante porto comercial nas rotas entre a Europa, a América e África, deve o seu nome a D. Maria II, que assim decidiu homenagear o heroísmo demonstrado pelo povo nas lutas liberais no início do século XIX. Em 1983 a UNESCO classificou-a, justamente, Património Mundial, e este ano (quando comemora os 475 anos de elevação a cidade) foi considerada o melhor município para se viver, entre uma vintena do continente e ilhas, segundo um estudo do Instituto de Tecnologia Comportamental, que avaliou domínios como a felicidade, o ambiente ou a cultura. Nesta última área, destaque-se o Teatro Angrense, no centro histórico, que abriu portas em 1860 e acolhe inúmeros espectáculos. Há também festivais, como o AngraRock, X Festival de Música Moderna, de 4 a 6 de Setembro no Bailão, ou o AngraJazz, a realizar de 2 a 4 de Outubro no Centro Cultural de Congressos. A cidade em si, pequenina, é bonita, bem preservada – como quase tudo na ilha, com os moradores a pintarem sistematicamente paredes e gradeamentos que não precisam, mesmo, de nova demão de tinta –, agradável para passear.
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São Mateus da Calheta e a mercearia do Sr. Basílio. |
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Mesmo no centro, há que espreitar duas “instituições”. A primeira é a mercearia do Senhor Basílio, onde se pode comprar desde comida de gato a chá, vassouras, tremoços, noz-moscada a granel, veneno para ratos ou brandy. Foi fundada em 1868 por um comerciante da Ericeira, cuja actividade o levava regularmente ao Brasil. Vinha aqui abastecer e, mais tarde, escolheu este local para se estabelecer. Hoje explorada por bisnetos, mantém-se muito concorrida. A outra é O Forno, pastelaria criada em 1987 pela D. Ana, herdeira de receitas tão antigas quanto deliciosas.
Depois de lidar com dificuldades como traduzir “cinco tostões de canela” em medidas do século XX, conseguiu ter uma oferta de doces que conquista toda a gente, seja pelos famosos bolos D. Amélia, em homenagem à rainha, que visitou a ilha em 1901, a Caretas, Cornucópias e Feiticeiros. São encantamentos açucarados e não se lhes resiste.
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Jovens forcados da Tertúlia Tauromáquica Terceirense |
É igualmente impossível resistir a outras iguarias dos diversos restaurantes da Terceira, provavelmente um dos piores destinos do planeta para quem quiser manter a linha. Ainda no centro da cidade, o Leme é uma óptima opção para comer peixes e carnes grelhados no carvão, embora também tenha uma agradável massada de marisco, por exemplo. Acolhedor, com serviço atencioso, é um raro paraíso para os fumadores.
Nos arredores, quem for guloso assumido tem muitas mais maravilhas para degustar. Festa de sabores Diversão e barriguinha cheia, eis o que mais oferece esta ilha. O pecado da gula surge quase ao virar de cada povoação e não cair em tentação seria um verdadeiro desperdício, um autêntico disparate.
O premiado Restaurante Tradicional da Quinta do Martelo, a meia dúzia de quilómetros do centro de Angra, é incontornável. Na verdade, não se trata de um simples restaurante, antes uma espécie de museu que dá a conhecer as tradições terceirenses, desde as construções à gastronomia.
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As responsáveis pelo restaurante Ti Choa; as deliciosas cracas; um dos petiscos do Ti Choa; e a mercearia da Quinta do Martelo. |
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A entrada faz-se por uma mercearia repleta de utensílios antigos, cujas particularidades o Sr. Gilberto, proprietário e antropólogo/historiador autodidacta, revela entusiasmado. Dá aos visitantes uma autêntica lição de usos e costumes, tal como a refeição pode ser uma verdadeira aula sobre a cozinha local. Pão de trigo e de milho caseiro com manteiga dos Açores, sopa de legumes biológicos da própria quinta, torresmos, linguiça e morcela aqui feitas antecedem pratos como polvo guisado à terceirense ou alcatra de carne ou de feijão (note-se que alcatra, no caso, não designa uma parte do bovídeo, mas uma forma de confeccionar vários produtos estufados e assados). Antes ou depois da generosa refeição, impõe-se um passeio pela propriedade, que também possui alojamento, na forma de turismo rural com dez quartos e ainda duas casas de campo, com sala e cozinha.
Em São Mateus da Calheta, o Beira-Mar constitui mais uma óptima surpresa. Debruçado sobre o porto homónimo, este restaurante é o melhor local da ilha para comer peixe acabado de pescar e mariscos. As cracas, crustáceos com concha calcária que vivem agarrados aos rochedos, são do melhor, com um incrível sabor a mar, mas as lapas não lhes ficam atrás, tal como os cavacos, seres aparentados das lagostas.
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A piscina da Quinta da Nossa Senhora das Mercês |
Continuando pelo ocidente da ilha chega-se à Serreta e ao Ti Choa, outro antro de pecado gastronómico. Tem apenas três anos e é um simpático estabelecimento familiar, dirigido pela D. Maria Alice, a chef, e as duas filhas, Lisandra e Delisa (o nome do restaurante não tem que ver, é o do antigo morador da casa, figura de maus fígados, consta, bem conhecida na terra). Há quem aqui venha de propósito só para comer o pão, feito à sexta-feira, mas outras grandes atracções são a morcela caseira, a alcatra de vaca, os chicharrinhos no forno ou os típicos torresmos de cabinho, entre outros acepipes que constam da ementa descrita na ardósia.
Refira-se, ainda, o Boca Negra, em Porto Judeu, com uma alcatra de peixe deliciosa e também disponível em versão “sem espinhas”, criada para os mais pequenos mas a preferida de muitos adultos. O espaço é despretensioso e o atendimento curioso, graças ao particular sentido de humor do proprietário, mas come-se mesmo bem.
Continua no Próximo Post a PARTE 2 Texto de Teresa Frederico Fotografias de Manuel Gomes da Costa Este artigo foi retirado da revista online Rotas e Destinos publicado em Setembro de 2009
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E uma modesta tentativa de roteiro gastronómico da ilha não se ficaria por aqui, mencionaria ainda o Caneta, em Altares, designadamente pelo seu doce de vinagre, e mais uns quantos restaurantes. Mas chega de torturar as papilas gustativas: o melhor é apanhar o primeiro avião e ir pecar tanto quanto possível.
Quer a TAP (tel. 707 205 700; www.flytap.com) quer a SATA (tel. 707 227 282; www.sata.pt) oferecem voos do Continente para Angra do Heroísmo por tarifas que rondam os €190 em Setembro.
A melhor forma de descobrir a diversidade da Terceira é alugar um automóvel. No site www.visitazores.travel encontra os contactos de várias rent-a-car da ilha.
Para mais informações visite o site da Associação de Turismo dos Açores: www.visitazores.travel.
Portões de São Pedro, 1, 9700-097 Angra do Heroísmo, tel. 295 402 280, www.bensaude.pt
Aberto desde 2003, é um quase “resort” com localização privilegiada sobre o mar e a curta distância do centro histórico da cidade. Todos os 139 quartos beneficiam de vista sobre o Atlântico e o Monte Brasil. Possui piscina exterior de água salgada, piscina interior, restaurante de comida açoriana e internacional, health club, campos de ténis. Diárias em quarto duplo a partir de €129.
Forte São Sebastião, tel. 295 403 560, www.pousadas.pt
Inaugurada em 2005, fica dentro da fortaleza do século XVI mandada construir por El-Rei D. Sebastião. Possui apenas 28 quartos e uma suite, a maioria com vista para o mar, restaurante de comida regional e piscina exterior. Diárias desde €100. O preço médio de uma refeição ronda os €22.
Caminho de Baixo, São Mateus, tel. 295 642 588, www.quintadasmerces.com
Turismo de habitação com uma excelente localização e que, estando perto de Angra, oferece o maior dos sossegos. Com 35.000 metros quadrados, a quinta possui um solar do século XVIII (onde já dormiu o rei de Espanha) e uma ermida, recuperados pelos proprietários. Conta com 12 quartos, alguns dotados de pequenos jardins privativos, piscina com água do mar e vista sobre o oceano, ginásio, jacuzzi, sala de jogos, campo de ténis, uma vasta área para passeios e fácil acesso ao mar.
Diárias em quarto duplo desde €122.
Canada do Pilar, 5, Cinco Ribeiras
Tel. 295 907 138
Para comprar queijo de fabrico artesanal.
Rua de São João, 67, Angra do Heroísmo
Tel. 295 213 729
Para trazer doces deliciosos para a família.
Preço médio por refeição: €20
Uma boa opção para comer peixes e carnes grelhados no carvão mesmo no centro da cidade.
Uma refeição ronda os €25
Para conhecer a gastronomia tradicional.
Preço médio por refeição: €13
Atendimento muito simpático, espaço acolhedor, iguarias caseiras.
Até o pão, feito à sexta-feira, é uma atracção.
Uma refeição de mariscos custa cerca de €30 por pessoa
Tem o melhor marisco da ilha.
Uma refeição ronda os €20
De visita obrigatória para provar a alcatra de peixe.
Pratos entre €6,5 e €12,5
Mais um restaurante a conhecer, entre outros motivos, para comer o doce de vinagre. “
Texto de Teresa Frederico Fotografias de Manuel Gomes da Costa
Este artigo foi retirado da revista online Rotas e Destinos publicado em Setembro de 2009
FIM -------
| CARLINHOS BROWN - dia 27 | BURAKA SOM SISTEMA - dia 26 |
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| ANGÉLICO - dia 21 | PER7UME - dia 20 |
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| SUSANA FÉLIX - dia 24 | JOSÉ CID - dia 22 |
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| HOMEM MAU-22(Cais Alfandega) | PESTE & SIDA - dia 25 |
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PALCO PRINCIPAL - CERRADO DO BAILÃO
ENTRADA LIVRE
A Câmara Municipal de Angra do Heroísmo iniciou ontem um circuito turístico a pé intitulado "Passos de Angra".O circuito integra visitas guiadas aos Paços do Concelho, Jardim Publico e Teatro Angrense. Os Paços do Concelho de Angra representam um dos raros exemplos nacionais de um edifício camarário construído de raiz para a função que ocupa. É o mais belo palácio municipal da Região encerrando nas suas salas peças de inestimável valor histórico e patrimonial. O Jardim Duque da Terceira é um dos mais fascinantes jardins clássicos dos Açores. A grande variedade de espécies botânicas do jardim dispõe-se ao longo da encosta que, do centro da urbe, conduz ao alto da Memória, admirável miradouro sobre a cidade. O Teatro Angrense é do tipo aberto dito "ferradura", muito divulgado com a evolução da ópera italiana e do teatro romântico, tratando-se de um exemplar único na ilha e dos melhores dos Açores. Classificado como Imóvel de Interesse Público foi concebido para desenvolver a sua vocação de teatro, funcionando também como espaço de cinema, música e dança. O circuito foi inaugurado com a presença da presidente da Câmara, Andreia Cardoso, da delegada do turismo na Terceira, Verónica Bettencourt e turistas estrangeiros oriundos de Espanha e Estados Unidos da América. Com esta iniciativa a autarquia pretende dar uma “resposta adequada às inúmeras solicitações dos turistas” que passam pela cidade, para visitarem os Paços do Concelho e os restantes edifícios da autarquia angrense. Andreia Cardoso entende que esta é uma forma de “dar a conhecer o património arquitectónico e natural da autarquia”. As visitas estão programadas, até ao final do mês de Setembro, três vezes por semana (terça, quinta e sexta) às 10H00, tendo como ponto de partida o edifício da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo.
FONTE: Jornal Online "A UNIÃO"
http://www.auniao.com/noticias/ver.php?i
PRAIA DA VITÓRIA
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